PLANO ESTRATÉGICO : | PLANO ESTRATÉGICO DE GIJÓN 2002/ 2012 |
Entidade responsável | CÂMARA MUNICIPAL DE GIJÓN |
Nome do responsável | Gonzalo González Espina |
Cargo | Diretor da Agência Local de Promoção Econômica e Emprego |
E-mail | peg@gijon.es |
PROJETO : | PROJETO METROTREN - ESTACIÓN INTERMODAL DE GIJÓN |
Subtítulo | Projeto global de construção de um metrô-trem de uma Estação intermodal tunelando as vias da estrada de ferro e liberando assim terreno para a sua urbanização |
| Entidade responsável | Câmara Municipal de Gijón / Principado das Astúrias / Ministério do Fomento / Sociedade Gijón norte / FEVE / RENFE |
| Nome do responsável | Jesús Morales Miravalles / Francisco González Buendía / Luis Santiago Pérez / Pedro Blando / Valentín Pérez García / Jose Luis Marroquín Mochales |
| Cargo | Secretário Municipal do Urbanismo / Conselheiro de Infra-estruturas / Direção Geral das Estradas de ferro do Ministério do Fomento / Gerente de Gijón norte / Secretário do Conselho de Administração da RENFE |
| E-mail | peg@gijon.es |
OBJETIVOS DO PROJETO
O projeto Metrotren-Estação intermodal é um projeto global que tem os seguintes objetivos:
Ampliar a rede ferroviária de Gijón com a construção de um Metrotren que ligue os diferentes bairros da cidade e conseguir um transporte rápido entre o Hospital, o campus universitário e o centro, que permita, além disso, uma melhoria das comunicações metropolitanas com a área central das Astúrias.
Construir uma estação intermodal que centralize as paragens dos ônibus interurbanos das empresas que operam na cidade e das linhas ferroviárias.
Tunelar as vias do trem para solucionar um dos problemas urbanísticos da cidade devido ao isolamento que a barreira ferroviária provoca entre os diferentes bairros.
RESUMO DESCRITIVO DO PROJETO
1. Ambiente inicial:
O ambiente inicial deste projeto é, por um lado, a intenção Municipal de solucionar os problemas que originavam:
- a barreira ferroviária que divide a cidade em duas, isolando os diferentes bairros e dificultando a comunicação entre eles.
- a existência de duas estações de trem que duplicam custos e infra-estruturas.
- a inexistência de uma estação pública onde todas as empresas de ônibus da cidade possam operar.
Outro ponto de partida do projeto é a intenção do Ministério do Fomento de criar um metrô-trem que ampliará a rede ferroviária de Gijón.
2. Resposta ao problema:
A cidade de Gijón tem uma série de problemas urbanísticos e de transportes que precisavam ser solucionados e esse projeto se destina a isso:
- Por um lado, a cidade encontra-se praticamente dividida em duas devido à barreira ferroviária que isola os bairros do oeste da cidade em relação ao centro.
- Além disso, Gijón carece de uma estação de ônibus moderna e adequada para o tráfego de viajantes interurbanos e que centralize as paradas das diferentes empresas de transportes de passageiros que operam na cidade.
- Finalmente, o aumento dos passageiros entre o centro da cidade, o campus universitário e o Hospital torna viável um metrô-trem que ligue estas zonas e também as ligue diretamente ao resto das Astúrias.
3. Estratégia de ação:
O metrô-trem:
El O projeto de metrô-trem metropolitano do Ministério do Fomento em Gijón começa com as sondagens geológicas para a sua construção em abril de 2001, terminando as mesmas em junho do mesmo ano. Pouco depois, iniciam-se as devidas diligências para se efetuar a tunelagem das vias do trem e a construção da estação intermodal.
Desta forma, em novembro de 2002 foi constituída por parte do Ministério do Fomento, Governo do Principado das Astúrias e Câmara Municipal de Gijón a sociedade Gijón al Norte que terá a seu cargo o desenvolvimento da tunelagem das vias do trem e a construção da estaçao intermodal.
O passo seguinte consistiu em rever o Plano Geral de Ordenação Urbana por parte da Câmara Municipal para requalificar de ferroviário para residencial o solo afetado pela operação urbanística.
Uma vez requalificado o solo, foi iniciado o momento de entregar o projeto de urbanização do solo liberado e conceber a estação intermodal. Este trabalho longo e complexo culminará no início das obras de tunelagem das vias e construção da estação. A construção do túnel para o metrô-trem é iniciada em junho de 2003.
O projeto finalmente escolhido para o metrô-trem prioriza a construção de 6 estações (La Calzada, Natahoyo, Centro, El Bibio, Campus e Hospital) que percorreram a cidade de leste a oeste. Além disso, a linha de FEVE para metrô-trem será incorporada, e para tal se adequará o túnel para a utilização do mesmo pelas duas empresas de estrada de ferro que operam nas Astúrias (RENFE e FEVE), aumentando assim a freqüência de passagem dos trens.
Em 2006, se dará continuidade aos projetos iniciados e aos acordos firmados ao longo de 2005 relativos ao futuro da rede ferroviária de Gijón. Durante os últimos meses, o Ministério do Fomento, o Governo do Principado das Astúrias e a Câmara Municipal de Gijón apresentaram a melhoria global da operação, introduzindo importantes modificações. As três administrações chegaram a um acordo em que se comprometeram a duplicar o traçado do metrô-trem inicialmente previsto, para prolongar o túnel até Cabueñes (cerca de 2 quilômetros), e a ativação de duas novas estações junto ao Campus e ao hospital.
Deve-se destacar que os materiais resultantes da escavação do túnel estão sendo destinados a recuperar uma antiga exploração de espato-flúor localizada na povoação de Berbes em Ribadesella, chamada mina Ana. Posteriormente, ela será coberta com uma camada vegetal para a sua total integração à paisagem. Esta intervenção gera um impacto ambiental positivo no meio ambiente, pois esta zona apresentava uma deterioração ambiental devido a uma exploração anterior.
Estação intermodal e a eliminação da Barreira Ferroviária.
Torna-se patente a necessidade da construção de uma ESTAÇÃO INTERMODAL de passageiros, para onde confluam os diferentes meios de transporte a nível local, metropolitano, regional e nacional que chegam ao nosso conselho. Esta estação deve permitir um trânsito cômodo e fluido dos usuários, estando dotada de todos os serviços necessários.
As principais intervenções são a desmontagem das estações do Humedal e Jovellanos e a instalação da nova estação intermodal que se situará no fim da avenida de Carlos Marx, ao lado do Parque de Moreda. A Sociedade Gijón norte (que é composta pelo Ministério do Fomento, Câmara Municipal de Gijón e Principado das Astúrias), já selecionou o projeto vencedor dentre os 4 projetos finalistas para a concepção do solo livre de vias.
O projeto vencedor é o do arquiteto Jerónimo Junquera, que se baseia na criação de uma via-parque a partir do bairro de Tremañes até a plaza del Humedal. Propõe-se construir na Avenida Juan Carlos I seis torres de diferentes alturas entre 12 e 33 andares, o que converterá o último edifício no bloco mais alto da cidade..
A Plaza del Humedal se transformará numa espécie de vestíbulo de Gijón em que se desenvolve um novo espaço de uso público que abriga blocos de casas de quatro alturas ligados por uma cobertura de vidro.
A estação intermodal será a peça-chave do ambicioso projeto que integra o permutador como elemento de referência da operação com uma rede para pedestres e com o parque mediante uma concepção da cobertura da estação como uma continuação elevada, acessível a partir das duas partes da via. A cobertura envidraçada para uso dos pedestres possibilita o acesso à rede de baixa altura e aos espaços abertos para fora e para dentro, em direção à praia de Poniente e ao centro da cidade.
A via rápida transforma-se em via urbana, o que permite a reordenação do trânsito da cidade, possibilitando a comunicação entre as duas zonas que a barreira ferroviária divide atualmente.
Um grande parque linear será construído ligando a estação intermodal ao Humedal reservado para a construção de blocos de habitações e instalações de todo o tipo. Tudo isso contribuirá para aumentar a atividade na área e facilitar a nova centralidade urbana que a localização da estação intermodal gera.
Beneficiários:
A mudança será tão grande que afetará todos os cidadãos de Gijón devido à melhoria nas comunicações urbanas e interurbanas da cidade, além de favorecer todos os visitantes que cheguem a Gijón pela estrada de ferro ou ônibus.
Fatores externos:
- Terrenos rochosos na zona do Bibio que dificultam as obras.
- Terrenos mistos compostos por calcários e argilas com a presença de aqüíferos, sobretudo na zona do Humedal.
- Pressão comunitária para a realização da tunelagem das vias nos seus bairros.
- Dificuldades para se conseguir consenso sobre a localização das paradas a construção e localização da estação.
ENTIDADES PARTICIPANTES | PAPEL DA ENTIDADE (co-financiador, responsável, apoio etc.) |
| Ministério do Fomento | Co-financiador |
| Governo do Principado das Astúrias | Co-financiador |
| União Européia | Co-financiador |
| Câmara Municipal de Gijón | Coordenador |
RECURSOS ENVOLVIDOS
Econômico-financeiros
O investimento total previsto ultrapassa os 300 milhões de euros
RESULTADOS:
A pressão comunitária a que a obra do metrô-trem se viu submetida diminuiu graças à visita efetuada pelos representantes dos movimentos de moradores às obras juntamente com o Secretário Municipal do Urbanismo e o diretor da obra. Os residentes declararam que ficaram impressionados e manifestaram a confiança que têm no andamento dos trabalhos depois de percorrerem o subsolo de Gijón.